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Governo e PNUD criam página na internet para estreitar contato entre prestadores de serviço e usuários de programas brasileiros gratuitos

Já está disponível o acesso ao Mercado Público Virtual <http://www.mercadopublico.gov.br/>, página na internet que tem objetivo de facilitar o acesso entre prestadores de serviço para softwares livres e empresas ou órgãos públicos que queiram implantá-los. O lançamento oficial do cadastro está marcado para a próxima semana (20/05).

O conceito do site surgiu da necessidade de oferecer um espaço comum para negociações entre programadores e técnicos com usuários que utilizam as 15 ferramentas informáticas disponíveis no Portal do Software Público Brasileiro <http://www.softwarepublico.gov.br/>, desenvolvidas por membros de comunidades para atender o setor público, as universidades e as pequenas e médias empresas, de forma gratuita.

O portal é administrado pela Secretaria de Inovações Tecnológicas da (SLTI) Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, vinculada ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
Como o principal foco do projeto são justamente as diversas instâncias do Governo Federal, os programas acabam sendo desenvolvidos de forma a atender às necessidades desse seguimento. E a adaptação e instalação dos programas para outros mercados acaba gerando oportunidades de negócios. "A solução está lá, muitos consomem, mas o universo de quem presta serviço é pequeno", afirma Corinto Meffe, gerente de Inovações Tecnológicas da SLTI e responsável pelo Portal do Software Público.
"A aplicação prática da experiência mostrou que existia um aumento do volume de pessoas demandando serviços que quem desenvolveu os programas não tinham condições de atender", acrescenta Meffe. "Esse fenômeno começou a nos encaminhar para um estudo inicial, depois uma percepção concreta de que era importante a gente aproximar prestadores de serviços daquelas soluções para demandantes de serviço."

Num primeiro momento, o Mercado Público Virtual seria uma espécie de guia para soluções que estejam no Portal do Software Público. Mais tarde, acredita Meffe, o espaço pode abrigar uma agenda de treinamento para o Brasil inteiro. "O prestador de serviço oferece treinamento, ou o usuário coloca que quer ser treinado, e nós montamos uma estrutura de mercado, aproximando a oferta e a demanda. Nossa intenção é facilitar o contato", diz Meffe. De acordo com a SLTI, a pesquisa de prestadores de serviço poderá ser realizada por estado, tipo de serviço e software. Apesar de abrir o espaço, o portal não se responsabiliza pela transação comercial, já que o processo de contratação será feito diretamente entre usuário e prestador.

Para o PNUD, que coordena o projeto em parceria com a SLTI, a experiência do Mercado Público Virtual pode ser utilizada em outro projeto da agência das Nações Unidas, a RCSLA (Rede Colaborativa de Software Livre e Aberto) <http://www.pnud.org.br/rcsla>, articulação criada para reunir e trocar experiências de softwares livres com países da América Latina e do Caribe. "A rede lançará uma campanha para internacionalizar um software público brasileiro, traduzido para o espanhol, e hospedá-lo no site da RCSLA em uma estrutura semelhante à do Portal do Software Público Brasileiro, visando criar uma comunidade de desenvolvimento bilingue. Mais tarde, vamos fazer o inverso com um software público latino-americano, que será traduzido para o português", afirma o oficial de programa do PNUD, Fausto Alvim. "Num segundo momento, devemos criar um mecanismo semelhante ao Mercado Público Virtual na nossa rede, para possibilitar o contato entre usuários e prestadores de serviço em toda América Latina." 

Fonte: http://www.pnud.org.br/educacao/reportagens/index.php?id01=2946&lay=ecu

10:31 AM, 27 Mai 2008 por Coordenação Software Público Link Permanente

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